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Geração de empregos no agro poderia ser melhor, se não fosse a falta de mão de obra qualificada

No ano passado, a agropecuária brasileira registrou um saldo de mais de 140 mil empregos criados, um aumento de quase 285% na comparação com 2020. No Centro-Oeste, a maior região produtora rural do país, o crescimento foi ainda mais expressivo, acima de 1.000%. As contratações refletiram os investimentos do setor, que segue em expansão no país.


Por região, o Sudeste saiu em primeiro lugar, gerando 79 mil novos empregos; seguido pela região Nordeste, com 20,7 mil. O Centro-Oeste gerou 17,8 mil novas vagas e a região Norte e Sul chegaram ao total de 8,1 mil e 8,8 novos postos em 2021 respectivamente.


Em relação às atividades que mais contribuíram para o crescimento de novas vagas em 2021, o cultivo da soja gerou 22,2 mil; gado de corte 21,6 mil vagas e o cultivo de cana de açúcar com a criação de 8,9 mil novos empregos.


Em documento, a CNA aponta saldo quatro vezes maior no setor se comparado com o ano de 2020, com o registro de 36,6 mil vagas formais do total de vagas em 2021, já que a agropecuária contribuiu com 5,2% do total de vagas no Brasil (2,7 milhões).


Como o setor foi o menos afetado durante todo esse processo de crise, de recessão - que não só o Brasil, mas que outros países vêm passando -, o investimento forte em tecnologia, o investimento forte em novas plantas e novos projetos, o aumento de área em trazer cada vez mais tecnologia para o campo, isso, com certeza, tem motivado os investimentos e tem, na consequência disso, aumentado consideravelmente a geração de empregos.


No entanto, o resultado poderia ser ainda melhor, se não fosse a falta de mão de obra qualificada. Nas postos de trabalho espalhados pelo país, há vagas sobrando.

Muitos produtores têm tido dificuldade em implantar novos mecanismos tecnológicos, pois não há profissionais com formação técnica para lidar com as várias informações e inovações oferecidas pela agricultura digital.


Um exemplo disso é a falta de trabalhadores para manusear os veículos aéreos não tripulados (Vant), que hoje têm se tornado extremamente necessários para a agricultura de precisão, como no uso de drones para captura de imagens ou pulverização controlada.


Segundo informações do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Mato Grosso (Senar-MT), a estimativa é que 25% do que é faturado no mercado mundial com o comércio de Vants seja proveniente da agricultura.


A falta de conhecimento para lidar com toda essa aparelhagem e saber ler os dados gerados pelos equipamentos é um dos grandes desafios a serem vencidos. O trabalhador do campo precisa entender as mudanças, aprendê-las e evoluir acompanhando as inovações tecnológicas.



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