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Bioinsumo para os canaviais são desenvolvidos pela Embrapa e Corteva


Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT via Fotos Públicas

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com 572,8 milhões de toneladas produzidas na atual safra 2022/2023, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


A cana-de-açúcar é uma parte importante da cultura no Brasil, utilizada na produção de alimentos e biocombustíveis, fornece mais de 15% do total de energia primária do país. Um requisito importante para essa alta produtividade é sua boa uniformidade nos canaviais, em média eles são renovados a cada cinco anos e esse é um parâmetro importante monitorado para indicar a qualidade do plantio.


Segundo a Embrapa através do seu banco de microorganismos, foram identificadas duas bactérias que podem aumentar a absorção de fósforo pelas plantas, com ganhos comprovados no cultivo da cana. Também segundo dados da pesquisa da Embrapa, o ganho de produtividade foi de 20%.


Myriam Maia Nobre, Subchefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Soroca, conta que o novo bioinsumo reduz a necessidade de aplicações de fertilizantes e tem um enorme potencial para oferecer soluções para aumentar a produtividade de diversas culturas, resultando em ganhos econômicos e com foco na sustentabilidade e na descarbonização da agricultura.


Essa tecnologia já vem sendo pesquisada há mais de 18 anos pela equipe da Embrapa e agora se junta aos amplos esforços de desenvolvimento em larga escala da cana-de-açúcar.


E embora o Brasil fique atrás da Europa e dos Estados Unidos na produção de bioinsumos e represente apenas 5% do mercado mundial, o seu atual ritmo de crescimento tende a levar o país a outro patamar nos próximos anos. Em 2030, estima-se que o setor alcance cerca de R$ 16,9 bilhões.

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